segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

A Jurema Sagrada foi retratada e ganhou a França

Alexandre L'Omi L'Odò, sacerdote juremeiro que presidiu os rituais de consagração de Jurema nas matas sagradas do Reis Malunguinho, em Setembro de 2017. Foto de Diego Herculano. 

A Jurema Sagrada foi retratada e ganhou a França

Em Setembro de 2017, às vésperas da XII edição do Kipupa Malunguinho, recebi o convite de um fotógrafo e repórter chamado Diego Herculano, para fazer uma matéria sobre a Jurema Sagrada. Neste momento, estava próxima da data da realização da consagração na Jurema Sagrada de um de meus afilhados, morador do Sertão de Pernambuco. Permiti que o jornalista nos acompanhasse em parte dos afazeres rituais, e, ele fez lindos registros deste momento iluminado no caminho sacerdotal de um juremeiro ou juremeira. As imagens não registraram os fundamentos nem os segredos da religião.

Vejam abaixo o texto produzido para o site francês e sua tradução. Contribuí na confecção dos escritos e espero que tenha servido para o fortalecimento de nossa religião perante esse mundo ocidental e branco. Aproveitem, as fotos estão especiais. Diego também fez outros registros em terreiros de Recife, visitem o link disposto nesta publicação e confiram todas as imagens.

JUREMA SAGRADA, UN RITUEL DE MAGIE

Jurema Sacré est une tradition religieuse qui, selon les chercheurs, est pratiqué par les Indiens qui ont habité le nord-est du Brésil avant l'arrivée des colons portugais.

Jurema est un arbre de l'espèce Acacia qui est naturel du nord-est du Brésil. Le culte religieux se développe à partir d'une boisson faite avec la graine et l'écorce de l'arbre, qui produit un effet mettant le praticien en état de transe.

La religion de Jurema est bien connu dans nord-est du Brésil, depuis des siècles cette religion indigène a subi une grande influence de candomblé "terreiros" et la culture africaine légué par les esclaves au Brésil. De nos jours, les pratiquants de Candomblé pratiquent des rituels pour le Jurema sacré.

Pendant les rituels, les esprits rebelles, tels que les meurtriers, les ivrognes, les mendiants, sont reçus dans le corps des religieux et les gens peuvent demander des conseils, en retour, ils peuvent danser pour boire et fumer, ce qu'ils manquent et sans corps physique qu'ils ne peuvent pas faire.Dans les rituels, il est courant de passer des offrandes de fruits au sacrifice d'animaux.

Les apprentis de la Jurema Sacré ont comme pensée fondamentale de la foi que la nature est la plus grande expression du divin et considère les sacrifices comme quelque chose de naturel.

Postagem original está no link : http://hanslucas.com/dherculano/photo/12863

Caboclo firmado no ponto mestre. Sacerdote Alexandre L'Omi L'Odò entoando cânticos sagrados da Jurema na consagração de um afilhado. Foto de Diego Herculano. 

Tradução

Jurema Sagrada – Um ritual de magia

A Jurema Sagrada é uma tradição religiosa que, de acordo com pesquisadores, fora praticada por índios que viviam no nordeste brasileiro antes da chegada dos colonizadores portugueses.

Jurema é uma árvore da espécie Acácia nativa do Nordeste do Brasil. O culto religioso se desenvolve a partir de uma bebida feita com as entrecascas de suas raízes, que produz um efeito colocando o discípulo em estado de transe.

A religião da Jurema é bem conhecida no norte e nordeste do Brasil. Durante séculos, essa religião de matriz indígena tem sido influenciada por Terreiros de Candomblé e a cultura africana trazida com escravizados para o Brasil. Atualmente muitos dos praticantes de Candomblé praticam rituais da Jurema Sagrada.

Durante os rituais, os espíritos considerados sábios e antigos, especialmente dos escravizados que desenvolveram ciência e sabedoria, são recebidos no corpo dos religiosos e as pessoas podem pedir conselhos, em troca, podem dançar, beber e fumar, coisas para as quais eles não necessitam de um corpo físico.

Nos rituais, é comum a realização de oferendas de frutas a imolações de animais. Os praticantes da Jurema Sagrada têm como pensamento básico da fé que a natureza é a maior expressão do divino e consideram as imolações como naturais.

Fotos de Diego Herculano:

















Site oficial do repórter e fotógrafo:


Site onde está hospedada a matéria sobre a Jurema Sagrada:


Currículo de Diego Herculano no site Hans Lucas:



 Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho 
alexandrelomilodo@gmail.com

domingo, 24 de dezembro de 2017

“Faltou para muita gente”. Texto de reflexão sobre seu lugar de fala em relação aos temas afro indígenas

Alexandre L'Omi L'Odò fumando um cachimbo na Jurema, no X Kipupa Malunguinho. Foto de Carol Melo. Edição de L'Omi.

“Faltou para muita gente”. Texto de reflexão sobre seu lugar de fala em relação aos temas afro indígenas


Para compreender o que é liberdade negro indígena, faltou para muita gente, muita coisa. Portanto, decidi escrever este breve texto que aponta um pouco do que faltou para muita gente que quer assumir uma discussão e um lugar que não é seu, no campo da luta negra e indígena e do Povo de Terreiro.

Vejo pessoas apoiando o sincretismo religioso como um fato imutável. Vejo pessoas assumindo falas que jamais poderiam ter sido suas. Acompanho desenvolvimentos de teorias próprias e vazias que contribuem para o fortalecimento do racismo. Temos que conseguir debater melhor esses temas. Temos que nos posicionar e conversar sobre. Calar é o pior caminho. Na luta pelo Povo da Jurema, aprendi muito a ouvir e vivenciar a profundidade dos significados. Por isso, falo abaixo do que faltou para muita gente, na hora de uma fala sobre temas que envolvem nossas lutas, cultura, religiões e povos.

Faltou para muita gente:

Faltou para muita gente acordar ao som de tiros.

Faltou para muita gente ver o sol nascer em uma favela.

Faltou para muita gente ter lutado em Peixinhos.

Faltou para muita gente a possibilidade de ter trabalhado do GCASC – Grupo Comunidade Assumindo Suas Crianças.

Faltou para muita gente ter capinado e limpado o Nascedouro de Peixinhos.

Faltou para muita gente ter ouvido Rivaldo Pessoa falar sobre cultura negra.

Faltou para muita gente ter vivenciado os dias áureos do Alafin Oyó.

Faltou para muita gente ter ido à Colônia Z4 dançar o afoxé.

Faltou para muita gente debater com brancos e ser subestimado, mesmo estando certo, só por que você é pobre e de terreiro.

Faltou para muita gente ter ido ver o Maracatu Leão Coroado ensaiar em Águas Compridas.

Faltou para muita gente ter conhecido Dona Zuleide de Paula e ter conversado horas com ela sobre luta comunitária e história de base.

Faltou para muita gente ter vivenciado as atividades da Biblioteca Multicultural do Nascedouro de Peixinhos.

Faltou para muita gente ter podido ser do Boca do Lixo.

Faltou para muita gente ter ouvido o Ataque Suicida no palco.

Faltou para muita gente ter tido aulas de percussão com o genial mestre Toca Ogan.

Faltou para muita gente ter conhecido Sr. Matias, e seus filhos Marcos Matias e André Malê, mestres extraordinários.

Faltou para muita gente ter tocado no Bloco Mulambo.

Faltou para muita gente ter visitado terreiros paupérrimos nos morros e becos do Recife e Região Metropolitana.

Faltou para muita gente ter dado Cosme Damião e feito quebras panelas nas ruas dos bairros.

Faltou para muita gente ter passado um mês de quarto em recolhimento religioso para o Orixá.

Faltou para muita gente ter lutado pelas cotas raciais nas universidades.

Faltou para muita gente ter conversado com Massapê e visto suas músicas e poesias.

Faltou para muita gente ter saído de Peixinhos andando até Vila Popular para visitar o terreiro de Pai Raminho de Oxóssi.

Faltou para muita gente ter tocado ou dançado do Afoxé Ará Odé.

Faltou para muita gente ter ido às ruas lutar pela democracia.

Faltou para muita gente ter podido ouvir com atenção o Bloco Afro Lamento Negro.

Faltou para muita gente ter tocado ou dançado no Magê Molê.

Faltou para muita gente ter podido protestar contra o genocídio da juventude de Peixinhos em décadas passadas.

Faltou para muita gente ter ouvido Olodum com atenção.

Faltou para muita gente ter visto o Timbalada e sentido sua mensagem negra com profundidade.

Faltou para muita gente ter dançado dentro do Ilê Iyê e ter ouvido seus antigos LP's.

Faltou para muita gente ter podido participar de uma aula com Lepê Corrêa e ouvido seus ensinamentos.

Faltou para muita gente ter podido conhecer Sr. Luiz de França.

Faltou para muita gente ter conhecido o Mestre Dió (Deodato), gigantesco juremeiro.

Faltou para muita gente ter comido pirão de café, por falta de feijão.

Faltou para muita gente ter contribuído nos trabalhos em prol aos meninos e meninas de rua no Recife, a partir do CPP.

Faltou pra muita gente ter conhecido Demétrius e seus sonhos e coragem de transformar a realidade dos desvalidos.

Faltou para muita gente ter ouvido Chico Science com maior sensibilidade.

Faltou para muita gente ter conhecido o Sr. Amaro Fala Fina.

Faltou para muita gente ter conhecido João Meira de Peixinhos.

Faltou para muita gente ter visto o Balé Afro Akindelê e o Expressão Afro Brasil, ambos comunitários e feito por pessoas muito pobres.

Faltou para muita gente ter visto o Omo Lasó Àiyé nos palcos.

Faltou para muita gente ter visto Dito de Oxossi falando sobre povo negro.

Faltou para muita gente ter ouvido Cacique Chicão.

Faltou para muita gente ter lido os livros de Fanon e de Abdias Nascimento.

Faltou para muita gente ter conhecido a obra de Mestre Didi e ter-lhe pedido a benção.

Faltou para muita gente ter olhado com mais respeito para Carlinhos Brown.

Faltou para muita gente ter rasgado a bíblia de dentro de si.

Faltou para muita gente ter conhecido o insubstituível mestre negro Babá Paulo Braz Ifátòògùn.

Faltou para muita gente ter rezado com Mãe Lu Omitòògùn o mês mariano.

Faltou para muita gente ter visto o Mestre Sibamba incorporado na matéria da grande juremeira Dona Leide.

Faltou para muita gente ter conhecido Rolando Toro.

Faltou para muita gente ter lido os discursos de Osho.

Faltou para muita gente ter conhecido a Banda Etnia.

Faltou para muita gente ter gargalhado ao som de Dona Selma do Coco.

Faltou para muita gente ter sambado junto à Mestre Salustiano e visto suas aulas de Rabeca.
Faltou para muita gente ter estudado a língua Yorùbá.

Faltou para muita gente ter conhecido Oxum.

Faltou para muita gente o conhecimento sobre a luta de Malunguinho e do Quilombo do Catucá.

Faltou para muita gente ter acreditado que seria possível estudar e romper o status da pobreza a partir dos estudos.

Faltou para muita gente ter votado em Lula.

Faltou para muita gente ter lutado de fato contra o Golpe.

Faltou para muita gente ter ouvido e lido Lecí Brandão e Mertinho da Vila.

Faltou para muita gente ter lido umas poesias de Solano Trindade.

Faltou para muita gente ter vivenciado um verdadeiro Movimento Negro.

Faltou para muita gente ter fumado um cachimbo com os parentes indígenas.

Faltou para muita gente ter conhecido as poesias de Oriosvaldo de Almeida.

Faltou para muita gente parar para refletir sobre o sincretismo.

Faltou para muita gente ter tido coragem de romper com as correntes que nos escravizam no capitalismo.

Faltou para muita gente coragem de superar.

Faltou para muita gente sensibilidade.

Faltou para muita gente ter conhecido Mãe Ivanize de Xangô.

Faltou para muita gente ter parado para ouvir os saberes negros do Mestre Afonso do Maracatu.

Faltou para muita gente ter presenciado a incansável fé de Gilson Gomes na dança negra.
Faltou para muita gente vivenciar a mata sagrada de Malunguinho.

Faltou para muita descalçar os pés no Kipupa e receber a fumaça divina da Jurema.

Faltou para muita gente conhecer Paulo Queiroz e sua superação social através da dança.

Faltou para muita gente ter ouvido Chico Buarque de Holanda e refletir a partir de suas críticas musicais.

Faltou para muita gente ter participado das atividades do Axé Opô Afonjá, nos bons tempos.

Faltou para muita gente ter vivenciado as edições de ouro do Alaiandê Xirê.

Faltou para muita gente o convívio negro com Rita Honotório.

Faltou para muita gente ter conhecido a teologia da libertação.

Faltou para muita gente ter sentado aos pés do Iroko do Sítio de Pai Adão.

Faltou para muita gente ter ouvido Dona Mãezinha falando e cantando.

Faltou para muita gente ter visto Paulo Braz Ifátòògún dançando... Esse sim era inesquecível.

Faltou para muita gente ter prestado atenção no pensamento de Davi Kopenawa.

Faltou para muita gente ouvir os velhos incansavelmente.

Faltou para muita gente ter participado das edições do Congresso Nacional do Desfazendo Gênero.

Faltou para muita gente ter passado horas e horas limpando penas de galinha de uma cerimônia para os Orixás.

Faltou para muita gente ter visto o milagre de Ògúnté Mi, que materializou um peixe-boi no mar, em decorrência a entrega da Panela de Iyemojá.

Faltou para muita gente ver Ògúnté em terra dançando... Isso é Deus/Deusa puro.

Faltou para muita gente ter ouvido José Jorge de Carvalho e suas geniais lucubrações.

Faltou para muita gente ter amado pessoas loucas.

Faltou para muita gente ter se entregado à tudo que pode nos edificar em prol da luta contra o racismo.

Faltou para muita gente muita coisa negra e indígena.

Faltou para muita gente reconhecer que é branco ou branca e que seu lugar de poder é um desafeto para o povo que luta.

Faltou para mim tanta coisa, ainda assim...

Portanto, antes de falar, ou contestar o debate decolonial, antes de querer construir um discurso conformista sobre o sincretismo e a relação do cristianismo com o povo de terreiro, veja de onde, e em que condições você está falando. Mesmo sendo democrático o direito de opinar sobre qualquer coisa, creio ser necessário uma reflexo sobre seu lugar de fala. Calar por vezes é necessário. Abra-se para a desconstrução. Tem muita gente sábia que há anos luta para tentar realizar um processo de libertação ideológica ampla para o povo negro e indígena. Se junte a nós, venha caminhar conosco, venha ser parte de um mundo do bem viver e da harmonia social. Venha carregar um bombo nas costas e tocar um maracatu sem reclamar que está doendo os calos causados pelas baquetas na mão.

Salve a fumaça e que não falte para ninguém o direito da luta anti racismo.

Sobô Nirê Mafá!!
“Malunguinho no mundo, é meu braço direito”.

Alexandre L’Omi L’Odò
Quilombo Cultual Malunguinho

alexandrelomilodo@gmail.com 

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

1° Encontro de Juremeiros de Natal - Rio Grande do Norte


1° Encontro de Juremeiros de Natal/RN

O primeiro encontro de Juremeiros e Juremeiras de Natal/RN, nasce do anseio do Povo da Jurema em se fortalecer, se unir e lutar contra o processo de invisibilidade ao qual foi submetido historicamente. A Jurema Sagrada, religião de matriz indígena do Nordeste do Brasil, é uma das tradições religiosas de terreiro mais expressivas e pujantes. Não faz sentido nos mantermos subalternos a um processo excludente da academia e da sociedade que nos subestima e nos segrega sob a força do racismo. Somos um povo forte! Merecemos respeito e queremos ampliar nossa participação política e social. A espiritualidade da Jurema tem curado por séculos. Os terreiros de Jurema recebem pessoas com seus diversos problemas sociais, mentais e de saúde física e espiritual. Somos nós que fazemos o papel do acolhimento que o Estado não cumpre. Queremos ser melhor reconhecidos. Por isso, nos unimos com parceiros e parceiras como o Quilombo Cultural Malunguinho, instituição protagonista desta luta pelo Povo da Jurema, para fortalecermos um movimento que tem como principal objetivo o nosso fortalecimento.

A intolerância religiosa alastra o país. O golpe político, a destruição da democracia e o fortalecimento das bancadas evangélicas na política, são agravantes que devemos debater e criarmos estratégias para nos proteger coletivamente. Só juntos, unidos e fortalecidos que conseguiremos passar por essa crise que tem como principal objetivo, destruir e eliminar o povo pobre, negro, indígena, mulheres, LGBTI’s, povos tradicionais de terreiro, quilombolas etc. Vamos unir nossos cachimbos e mandar a fumaça da paz para que possamos preservar com mais força nossas tradições seculares.

Salve a Jurema Sagrada!
Salve a Fumaça!
Sejam todas e todos bem vindos e bem vindas!
A casa é nossa e a Jurema nossa Mãe suprema!
Fora Temer!

Pai Freitas de Benedito Fumaça
Alexandre L’Omi L’Odò de Malunguinho



Serviço:

Dia 20 de Janeiro de 2017 (Dia de São Sebastião)

Local: Museu Memorial da Capoeira - Av. Solange Nunes do Nascimento, n° 1000. Descida da Cidade Nova (em frente ao posto de gasolina)

Horário: 14h

PROGRAMAÇÃO

14h - Mesa de Abertura com autoridades religiosas da Jurema de Natal e outros Estados

14h20min - Roda de Diálogo:

A Jurema Sagrada e sua diversidade cosmológica no Nordeste

Professor Dr. Luis Assunção – Antropólogo e professor da UFRN

Professor Ms. Alexandre L’Omi L’Odò – Juremeiro, Historiador e Mestre em Ciências da Religião, com o tema Juremologia.

15h20min - Debate

16h - Apresentação Cultural - Maculelê

16h30m - Gira de Jurema - em celebração à união do povo catimbozeiro


17h40min - Fechamento com roda de coco tradicional

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

domingo, 22 de outubro de 2017

XII Kipupa Malunguinho na Grande Mídia



XII Kipupa Malunguinho na Grande Mídia

Mais um ano a Rede Globo Nordeste realiza a cobertura do Kipupa Malunguinho, contribuindo na luta contra o racismo e a intolerância religiosa. Ocupar o espaço da grande mídia é fundamental para a luta do povo de terreiro, que a cada dia avança passo a passo na luta contra todo tipo de discriminação. 

Foi lindo o Kipupa. Quem vivenciou, jamais vai esquecer tão belo momento espiritual e cultural. 

Sobô Nirê Mafá!

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com 

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

XII Kipupa Malunguinho - Encontro Nacional dos Juremeiros e Juremeiras 2017



XII Kipupa Malunguinho

Encontro Nacional dos Juremeiros e Juremeiras 2017


Foi lindo. O Kipupa mais um ano atingiu seu objetivo: unir o povo da Jurema e celebrar a força da Ciência Mestra junto à todas e todos espíritos de luz. O Kipupa é o caminho das possibilidades espirituais, da ancestralidade e dos saberes tradicionais.

A Mata Sagrada é o lugar, por direito, de nosso povo. Pisar descalço no chão, beber a Jurema preparada na força maior, receber a defumação e fumar o cachimbo, conversar com os mestres e mestras, caboclos e caboclas, índios e pajés, triunfar na fumaça, ofertar seu amor ao sagrado, pisar forte no chão com o coco de roda, tocar ilú e balançar o maracá... Tudo isso e muito mais encheu o coração de nosso povo de amor e energia positiva para continuarmos na missão de lutar contra todos os tipos de opressão social que sofremos. O Kipupa é isso e muito mais... É festa, celebração, amor, união, paz e cura... É muito mais...

Esse vídeo, que registrou de forma brilhante nosso Encontro, é parte do apoio dado ao Kipupa pelo Vereador do Recife Ivan Moraes Filho do PSOL, que com carinho nos recebeu em seu gabinete e abriu as portas para nos ajudar com muita dignidade. Obrigado Ivan, foi muito importante seu veemente apoio nessa causa. Não nos negou o que seu mandato dispunha, isso foi honroso. Não esperaríamos algo diferente de você e de toda sua equipe, que com muita leveza conduziu todas as articulações de forma maravilhosa. Parabéns, vocês compõem um mandato que acreditamos! Que a Jurema os energize para mais e mais lutas pela democracia e apoio aos verdadeiros movimentos de base. Estamos juntos!

Ano que vem tem mais. Que a Jurema abençoe à todas e todos. Que Reis Malunguinho olhe por nós e nos defenda dos males dessa sociedade racista, embranquecida e de direita!

Sobô Nirê Mafá! 
Trunfa Riá! 
Salve a Jurema Sagrada! 

Ficha Técnica do Filme 

Imagens e edição: Wakko Nobre 
Produção: Ana Beatriz, Beto Figueiroa e Jorge Cavalcanti 
Equipe de Comunicação do Mandato de Ivan Moraes Filho (PSOL) 
Intérprete de Libras: Jaqueline Martins 

#KipupaMalunguinho #JuremaSagrada #Catimbó #PovodeTerreiro #Democracia #VereadorIvanMoraesFilho #PSOL #QuilomboCulturalMalunguinho #ForaTemer #DiretasJá COMPARTILHEM!!

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

segunda-feira, 2 de outubro de 2017



Cordel Malunguinho - Trabalho escolar dos alunos da EREM Mariano Teixeira

Um trabalho lindo dos alunos Lúcia e Álvaro da EREM Mariano Teixeira, em Recife. Me emocionei muito pelo nível de competência e criatividade artística desses estudantes que com a orientação da guerreira professora Célia Cabral, fizeram este rico vídeo com desenhos feitos à mão por Álvaro. Este trabalho foi apresentado no dia 18 de Setembro de 2017 como resultado da Semana da Vivência e Prática da Cultura Afro Pernambucana, Lei Malunguinho 13.298/07.

O texto é do Cordel Malunguinho - Histórico Divino, de autoria de Antônio Lisboa e produção de Misia Coutinho. Trata da luta do Quilombo do Catucá e toda resistência do herói negro/indígena Malunguinho.

Aproveitem, esse é um material lindo que merece ser compartilhado, pois é resultado de anos seguidos de luta do QCM - Quilombo Cultural Malunguinho. Acreditar vale a pena. Podemos sim contribuir na formação de alunos e alunas e fortalecer as leis federais 10.639/03 e a 11.645/08.

#MalunguinhonaEscola #JuremanaEscola #QuilomboCulturalMalunguinho #LeiMalunguinho13298 #Malunguinho #EREMMarianoTeixeira #EducaçãoÉtnicoRacial

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com 

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Hospedagem na Mata Sagrada no XII Kipupa Malunguinho - Pousada Maré Mansa


Hospedagem na Mata Sagrada no XII Kipupa Malunguinho

Pousada Maré Mansa

Para quem desejar acompanhar o Kipupa um dia antes do evento, nos ajudando e dormindo na mata para os rituais de um dia antes, agora temos a solução. 

Conseguimos através de uma cordo, com a Sra. Verônica, proprietária da Pousada Maré Mansa (página abaixo), a disponibilização de quartos com ar condicionado, camas, piscina, estrutura de cozinha etc, para quem quiser ficar na mata quantos dias quiser. 

O valor da diária é entre 20 e 30 reais. O local é fica a menos de 400 metros do evento e recomendamos. Toda equipe de realização do evento estará hospedada lá. 

Quem desejar fazer sua reserva ligue para 81 99928-0666 ou para o 81 985022797 e faça sua reserva diretamente com Verônica. 

Fotos da pousada:





A cada ano o evento fica mais lindo, mais cheio de ciência e de estrutura. Bora dormir na mata? ;)

Link da Página da Pousada Maré Mansa no Facebook: https://www.facebook.com/Acampamento-Mar%C3%A9-Mansa-376412515774303/

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com